Podcastologia – #5 – Por onde andam os antigos Podcasts?


Frase de abertura

Oi <<Nome>>,
Tudo certo contigo?
Obrigado por reservar um tempinho do seu tempo para ler o Podcastologia, que, aos pouco vai tomando forma e entrando nos eixos.
Como todo produtor de conteúdo sabe, não é nada fácil conciliar tempo, obrigaçõe$, paixão e aquela coisinha a toa, mas insistente, chamada vida.
Mas não faltam incentivos para continuar. Além dos e-mails que recebo, ter o Podcastologia indicado no Twitter (e devidamente ReTwitado), facebook e Linkedin, por quem já ouço há tempos, não tem preço. Valeu amigo. De coração.
O mesmo serve ao ver a lista de cadastrados aqui crescer e nomes conhecidos da Podosfera nacional entre eles. Tomara que gostem e apoiem o Projeto.
Lembrando que, quem quiser entrar em contato para comentar algo ou só para bater um papo, basta dar um clique nos ícones das redes sociais ali embaixo. Ah! podem sempre indicar qualquer tipo de material – menos jabá do seu próprio programa, ok? – para as próximas edições.
Uma ótima semana,
Forte abraço,

Roberto


Por onde andam os antigos Podcasts?

O Preserve This Podcast é um projeto criado pelo Conselho Metropolitano de Bibliotecas de Nova Iorque e tem, como objetivo, exatamente o que diz seu nome propõe: Preservar a maior quantidade possível de Podcasts para o futuro. Segundo o Projeto, os podcasts correm o risco de desaparecer diante de mudanças na plataforma, entrega e tecnologia de gravação. Estes questões são endêmicas para tecnologias de mídia de massa até hoje (como as fitas K7, VHS e CDs). Mas, como o Podcast já nasceu como uma mídia digital o conteúdo recebeu menos atenção – e está mais em risco.
Arquivos digitais podem ser facilmente apagados, corrompidos, além de estarem sob a mercê da viabilidade econômica de streaming de terceiros e plataformas de hospedagem. 
Assim, o projeto tenta ensinar aos Podcasters, a melhor forma de se fazer um back-up de todos os seus episódios. Para isso criaram uma fanzine detalhando cada parte do processo. Desde como e onde fazer seu back-up (sugerem sempre ter 3 cópias dos arquivos em 3 lugares diferentes, incluindo um na nuvem), a como preencher melhor os meta-dados de cada arquivo para facilitar a busca no futuro.
O Projeto também incluiu uma pesquisa que mostra os hábitos de back-up dos Podcasters americanos.

É bom lembrar, que já temos um problema parecido no Brasil. Muitos Podcasts, grandes e pequenos, já foram perdidos. Em uma micro-pesquisa-nada-científica feita no Grupo Podcasters Br, lá na pior rede, perguntei quais Podcasts nacionais desapareceram completamente. “Só” 8 pessoas responderam, mas a lista dos “sumidos” não foi pequena.
Eu mesmo passei por uma situação “incômoda” há alguns meses. Depois de muito insistir, consegui convencer um cliente em potencial a gravar seu próprio Podcast. Preparei várias sugestões de formatos e pautas, mas todos foram negados. Ele queria porque queria que o programa dele tivesse uma pegada parecida com um antigo que ele gostava muito. Até consegui encontrar o feed do tal programa, para tentar entender esta paixão toda, mas os arquivos não estavam mais disponíveis em lugar algum. Até explicar que Chico não era Francisco, perdi o timing do cliente.

Pod Turismo?

Pois é. Imagine a situação: Você está viajando e de repente sente uma vontade avassaladora de gravar um episódio do seu programa? Basta ligar para a recepção e mandar que enviem o equipamento de gravação completo que o Ace Hotel, em Londres ou Los Angeles oferece, como serviço de quarto, para os hóspedes. Nada mal.
Também em Los Angeles, o Mayfair oferece um “cantinho”, ao lado da biblioteca, com um estúdio devidamente projetado para gravações. É o caso também do Detroit Foundationque além do estúdio, tem seu próprio programa. Em Chicago, o Moxy Chicago Downtown oferece palestras e encontros mensais sobre Podcasting, além – claro – de um estúdio completo. Já quem prefere os ares europeus, pode fazer uma reserva no At Six Hotel, em Stockholm.
Além disso, são várias as opções de experiências ligadas a Podcasting no Airbnb. Basta colocar “Podcast” na busca e voilá. Desde aulas básicas, a visitas em estúdios passando por ser entrevistado para um programa.


O Rio de Janeiro recebe, em maio a Maratona Piaui / CBN de podcast.

Para que mora ou pode chegar até a cidade maravilhosa, no dia 11 de maio, a Maratona de Podcast oferecida pela revista Piaui e a rádio CBN tem um programa que chama a atenção. Muitos dos meus podcasters nacionais prediletos estarão lá. Meu foco, porém, estará na divulgação da pesquisa do IBOPE, sobre os ouvintes de podcasts no Brasil. Apesar do excelente trabalho da PodPesquisa, algo me diz que os números do IBOPE tem uma possibilidade maior de mexer mais com o mercado de comunicação.
Alguns dias antes, em no dia 13 de abril, acontece em Belo Horizonte a 4ª edição do UaiPod.


O Nicho do nicho

Se Podcasting é, por muitos, chamado de nicho, imagine uma categoria específica?
Laughable é um aplicativo de exclusivo para podcasts de comédia. Ele está disponível para iOS  há dois anos e acaba de ser lançado para Android. O aplicativo usa perfis para que você possa seguir os comediantes que você gosta de acompanhar; Acontece que ele não mostra somente os Podcasts deste comediantes, mas até os programas em que eles são convidados, mesmo que você não os siga.
Apesar de estranho, o aplicativo de podcast é mais bem avaliado na App Store da Apple (com pontuação de 4,9 / 5 após 3.600 avaliações).

Pelo Feed

  • Curioso como o Google gosta de tratar o coração de quem gosta de Podcasts. Apesar do seu app ter muito o que melhorar – para mim, poder criar uma playlist é essencial em um app, por exemplo, uma versão web seria uma mão na roda e outras cositas más… – eles resolvem surpreender apresentando algo que deve revolucionar a forma como os ouvintes interagem com o programa: Transcrição automática de áudio. Eu acho que este é o primeiro passo para a criação de um SEO para áudio, assim como já existe para texto.
     
  • Mais uma boa matéria sobre Podcasts na Folha,
     
  • Paula Scarpin, do Podcast Foro de Terezina, é uma das participantes da primeira leva do Google Creators Program (que, por sinal, falamos a respeito na 3ª edição do Podcastologia). Em entrevista para a PRX ela fala sobre o que ela chama de início do Boom dos podcasts no Brasil.
     
  • Podcasts estão trazendo de volta o melhor do rádio que o rádio esqueceu. Será que não é hora de olharem um pouco para o seu passado?

Podcastologia #3 – Google Creator

Inscrições abertas para o 2º Programa de Criação do Google Podcasts com a PRX.

Segundo o próprio Google, “o programa de criação de podcasts do Google busca aumentar a diversidade de vozes no setor globalmente e diminuir as barreiras ao podcasting. Equipes selecionadas receberão financiamento inicial e participarão de um programa de treinamento intensivo.”

Na prática significa que os projetos aprovados, terão um curso intensivo de 20 de semanas, incluindo – mas não por todo o período – aulas in loco na PRX Podcast Garage em Boston, Massachusetts, nos Estados Unidos.
Isso sem contar com os U$40,000.00 (cerca de R$151.000,00) para por seu projeto em prática.

É bom lembrar que o foco do programa é a diversidade. Ou seja, o que eles procuram são projetos que:

Google Podcasts Creator Program
  • Representem uma variedade de geográfica, histórias, visões, vozes e estilos
  • Seja identificado como marginalizado no cenário atual de podcasting – seja devido a raça, etnia, gênero, religião, histórico econômico, orientação sexual, idade, habilidades físicas ou algum outro motivo – ou pretenda alcançar um público que se identifique como marginalizado no horizonte do podcasting
  • Tenha uma ideia de podcast nova e atraente
  • Tenha uma noção do público que eles estão tentando alcançar
  • Tenha uma noção de como o show deles soará
  • Está interessado em tornar seus podcasts sustentáveis em termos de crescimento de receita e audiência.

Trocando em miúdos, seu podcast sobre o mundo geek, filmes, séries e/ou humor, está provavelmente fora, mas quem sabe? Vai que você tem algo que se encaixe nos parámetros do projeto?

Detalhes sobre o programa são destrinchados neste FAQ – que tanto o Google quanto eu recomendam a leitura.
Nesta Quinta-feira, 14 horas (horário de Brasília) haverá um Webminar com o diretor do programa, Mark Pagán, onde mais dúvidas poderão ser tiradas. As inscrições podem ser feitas através deste link.

Ah! Lembrando que, apesar de aceitarem Podcasts em qualquer língua, é necessário saber bem inglês para participar do curso, e até mesmo para preencher o formulário de inscrição, que começam hoje, 18 de março e vão até 14 de abril, às 23:59, horário do leste nos Estados Unidos


Pelo feed

Uma pesquisa feita pela Edison Research e liberada na semana passada mostrou números surpreendentes para o mercado americano de Podcasts.

Segundo a pesquisa, 70% dos americanos com mais de 12 anos já estão familiarizados com a palavra “Podcasting”. Nada mal. No entanto, como observado por Edison, a conscientização não significa necessariamente compreensão, isso quer dizer que é perfeitamente possível que muitos desses americanos ainda não saibam o que a palavra realmente significa. Ainda assim já é um primeiro passo.

51% dos americanos relataram ter ouvido um podcast pelo menos uma vez na vida. O que significa dizer que mais da metade dos americanos deram uma chance a essa coisa. Não significa que eles continuaram ouvindo, mas a proporção de americanos que o fizeram parece ter aumentado …
32% dos americanos relatam ter ouvido um podcast no último mês. Para reformular em termos mais precisos: quase um terço dos americanos podem ser considerados ouvintes ativos.

Houve crescimento na escuta mensal em todas as faixas etárias estudadas (digno de nota: idade 12-24 saltou dez pontos percentuais).

O número médio de podcasts consumidos na última semana entre ouvintes semanais de podcasts permaneceu em sete, igual ao número registrado no ano passado. Vale a pena notar que o número permaneceu o mesmo, apesar do crescimento do podcast em todo o painel; que o número não caiu ou se diluiu, o que sugere que as pessoas estão sendo devidamente doutrinadas no meio.

Este é realmente interessante: mais da metade (53%) dos usuários mensais do Spotify com idades entre 12 e 24 anos relataram ser ouvintes mensais de podcasts, 32% no ano passado. Boas notícias para o Spotify.
Podcasting cresceu ligeiramente como a “fonte de áudio usada com mais frequência no carro” – agora em 4%, acima dos 3% do ano passado. Em contraste, a rádio AM / FM está agora em 52%, abaixo dos 56% do ano passado.

Lembrando novamente que estes números refletem o mercado dos Estados Unidos, mas sou otimista. Blogs, e até vídeos de gatinhos explodiram primeiro por lá e só depois de um tempo encontram o jeitinho brasileiro.

Quem se interessar pela pesquisa completa, basta clicar aqui. Eu me contentei com uma matéria do NY times, admito.

O Podcastologia

Logo do Podcastologia por Roberto Camara Jr.
Faz uma alusão à Podcast quando a letra P é formada por um fone de ouvido

O mundo dos Podcasts no Brasil e no exterior. Com as notícias e análises da podosfera local e internacional, além de dicas de equipamentos, edição, roteiro e tudo mais o que você precisa para saber mais sobre a mídia em si.
Seja você iniciante, entusiasta ou um profissional, o Podcastologia é voltado não só para Podcasters e fãs, mas também para que o mercado publicitário possa ver o podcast como um meio de comunicação a ser explorado.
É feito por quem quer entender a mídia, explorar suas possibilidades e não somente dar um play no seu programa predileto. Por quem acredita que Podcasting, como mídia, principalmente aqui no Brasil, ainda está no começo de sua fase de expansão, mas permite diversas possibilidades criativas e de entretenimento.
Espero que a jornada seja tão interessante para você como é, para mim fazer a curadoria, estudar cada assunto, comentar, analisar e compartilhar contigo.
Se está lendo isso, é porque aceitou me dar o que muitos acreditam ser o mais valioso do mundo on line: O clique. E por isso, sou extremamente grato.
Assim sendo, seja muito bem vind@ ao Podcastologia.

Afinal, o que é um Podcast?

Digamos que você faça o upload do último episódio do seu podcast, dê a ele um título e publique-o. Seus ouvintes recebem esse episódio automaticamente em seus telefones, em todos os tipos de aplicativos, em todos os tipos de dispositivos, em todo o mundo. Como? Por quê? Que tipo de mágica acontece quando você aperta esse botão de publicação? O que é um podcast, mesmo? A resposta é um pouco confusa, mas é também o que mantém o podcast aberto, flexível e democrático.
Ao contrário do que muitos pensam, Podcasting é um formato de mídia surpreendentemente antigo e simples da internet. E embora isso seja muito legal, é justamente isso o que a torna um pouco confusa e diferente de como outros tipos de mídia funcionam na Internet.
Apenas um pequeno aviso: isso aqui vai ficar um pouco mais técnico a partir de agora, mas vale a pena continuar.

Isso porque todo esse “encanamento” – a estrutura básica da internet – foi construído há algum tempo, quando a tecnologia era bem diferente.

Podcasts: Um pouco de história

Por exemplo, vamos voltar à virada do milênio:

Naquela época, alguns desenvolvedores criaram uma forma dos sites distribuírem artigos automaticamente. Foi chamado de RSS. Um feed RSS é basicamente um arquivo para o qual os editores da Web podem adicionar entradas, como uma maneira de distribuir postagens de blogs, feeds de notícias ou qualquer outra coisa, na verdade. Lembra do Google Reader? Essa foi uma maneira de coletar e ler feeds RSS. Você “assinava” – sem custo algum, é bom dizer – os sites que gostava e recebia automaticamente os últimos posts / artigos em um único lugar, de forma contínua e dinâmica.

Trocando em miúdos, é como se você tivesse assinaturas de um ou mais jornais e/ou revistas. Ou seja, não precisa mais sair de casa, ir até a banca ou procurar seu jornaleiro predileto. Seus jornais são trazidos até você, todos os dias no mesmo horário. Ou melhor ainda: assim que a notícia é publicada! Além disso, nada impede que você assine mais de um jornal, correto? Isso é um feed. Com a diferença de que você não precisa pagar por estas assinaturas. Isto é, você não precisava mais abrir outra página do navegador – naquela época não havia guias – e ir até o seu site favorito para ler as últimas notícias: elas vinham até você.

Alguns anos depois de o RSS ter sido desenvolvido como uma maneira de distribuir texto, ele conseguiu incluir outros tipos de mídia, como áudio e vídeo. E foi esta a “mágica” que possibilitou o surgimento dos podcasts.

Você podia usar programas especiais para se inscrever em feeds (assinaturas) de podcast. Esses programas, que eram chamados de podcatchers, uma vez instalados no seu computador, verificariam estes feeds para, automaticamente, cada vez que você se conectasse à rede a procura de novidades ele baixasse automaticamente os arquivos de áudio. Era como transmissões de rádio, por exemplo… que você podia ouvir quando quisesse… no seu iPod.

Isso tudo estava acontecendo no início dos anos 2000, meio que não oficialmente. Para encontrar podcasts, você precisa saber onde procurar, pegar os links para o feed RSS de cada podcast e adicioná-los manualmente ao seu podcatcher. Mas em 2005, Steve Jobs anunciou que os podcasts se tornariam uma parte oficial do aplicativo iTunes.

Este foi um grande negócio, porque significava que, por uma vez, havia um grande diretório central de podcasts, embutido em um programa que também podia baixar esses podcasts.

O funcionamento deste programa mostra um pouco da genialidade e simplicidade de todo o processo. Afinal, nada mais era do que apenas um diretório. Um grande índice de podcasts hospedados em quaisquer outros lugares, menos pela Apple. Essencialmente, quando você usava o iTunes para assinar um podcast, ele verificava o feed RSS original e baixava novos arquivos dos programas que você escolheu diretamente do host. Isso significava que a Apple não estava distribuindo podcasts. O iTunes estava lá apenas para ser basicamente um mecanismo de busca de podcasts, e facilitar a inscrição deles.

Algo assim pode não ser tão impressionante, mas, na época, era revolucionário. Tanto que, acredite ou não, é assim que funciona hoje ainda. Os podcasts no iTunes têm um novo nome: Apple Podcasts. Mas a tecnologia subjacente ainda é a mesma; episódios de podcast e feeds RSS são hospedados em outros lugares, e aplicativos como Apple Podcasts, Podcast Addict, CastBox, Beyond Pod e tantos outros agregadores de podcast são apenas grandes listas desses feeds. Incluindo os novos Anchor e Google Podcast e, claro, o bom, velho e renomeado Apple Podcast. Estes apps, são também chamados de “Agregadores” pois – como o nome já diz – podem agregar em um único lugar diversos feeds diferentes, isto é: diversos Podcasts diferentes.

Isso tudo afeta a sua experiência e a dos seus ouvintes de algumas maneiras. Por exemplo, quando um novo episódio é publicado, quase que imediatamente os diversos agregadores já conseguem identificá-lo. Isso porque os apps que os fãs deste podcast escolherem, já verificam esse feed diretamente e recebem a nova lista de episódios imediatamente. Mas você deve ter notado que seus novos episódios não aparecem nas listagens de agregadores imediatamente. Isso acontece porque esses diretórios verificam periodicamente seu feed em busca de novos episódios, a cada uma ou duas horas, para que haja um pequeno intervalo entre o momento em que você publica um novo episódio e quando ele é exibido nas listagens de pesquisa ou de exibição.

Então, por que esse ainda é o sistema que potencializa os podcasts? Eu gostaria de ter uma ótima resposta para isso. E há definitivamente pessoas inteligentes que gastam muito tempo pensando sobre como o feed RSS pode ser melhorado ou substituído por algo mais moderno.

Mas aqui está a coisa: a natureza básica de como os podcasts são hospedados e distribuídos é o que mantém o podcasting tão aberto. Qualquer pessoa em qualquer lugar pode iniciar um podcast e distribuí-lo exatamente da mesma maneira que as grandes empresas de mídia. Os podcasts são quase totalmente descentralizados e isso, geralmente, é uma boa notícia, especialmente se você for um podcaster independente. Você pode hospedar e distribuir seu podcast gratuitamente por causa da natureza aberta da tecnologia sob o podcasting.

Mas é legal que, sob os bastidores, o podcast ainda seja construído com a mesma tecnologia com a qual estreou há mais de uma década. É uma das poucas partes da internet que ainda é amplamente democrática e aberta. Essa é uma das razões pelas quais é tão atraente para mim. Ele tem um pouco daquela vibe de uma “gambiarra tecnológica” que tornou a web excitante em primeiro lugar. É uma parte da internet que ainda é construída para independência e democracia.

Acontece que por muito tempo, podcasts estiveram “escondidos” do grande público e mesmo sendo sucesso crescente entre os chamados “early adopters” – os “maníacos” por novas tecnologias – sempre foram considerados uma “mídia de nicho”. Este “nicho”, no entanto, está crescendo. Nos Estados Unidos, quase metade da população já ouviu um podcast. Na Austrália, entre pessoas de 18 e 75 anos, este número sobe para surpreendentes 91%! No Brasil, apesar de não ser uma pesquisa com embasamento científico, a Podpesquisa vem mostrando um aumento absurdamente alto no crescimento de ouvintes de podcasts no país. Nos últimos meses, o Google vem trabalhando para dobrar o número de ouvintes de podcasts ao redor do mundo.

Uma vez mais, damos a mão à palmatória: Steve Jobs tinha razão. Podcasts são mais mainstream do que nunca.

Agora que você já sabe toda a parte técnica do que é a mídia que tanto amamos, uma coisa é certa: Se você preferir e quiser continuar dizendo para os amigos e familiáres que Podcast é como um programa de rádio que você baixa e ouve quando e onde quiser, pode também, certo?

O importante é conseguir novos adeptos ao “nicho”(*)…

(*) Falaremos sobre isso em breve.

Roberto Camara Jr. é Gerente de Projetos, geek em potencial, quase nerd amador, pai da Elis, casado, completamente louco por Podcasts – como mídia – e Podcasting como meio de comunicação e acredita que Star Trek é uma visão do nosso próprio futuro.